quarta-feira, 4 de março de 2009

O grito que não se ouve


Perdi-me no meu silencio mais profundo,
Num caminho sem sentido,
Onde surge a vontade de gritar bem alto,
Que um momento pode ser tudo.

Marcou e não curou,
Porque a cicatriz continua por fechar,
Não tem ferida porque não doi,
Mas do momento continuo a sangrar.

Com o dia chuvoso,
O frio já nem se faz sentir,
Continua a vontade de gritar,
Que por ti continuo a amar.



Adriana Alves

5 comentários:

Xana disse...

bonito poema apesar de triste, espero que estejas bem amiga :)
bom fim de semana

beijinhos

Xana disse...

passei para te dar um kiss :)

Maria disse...

UM HOMEM E A REALIDADE

Certamente já vivi uma vida de alegria contigo
homem compacto
deliberadamente estabelecido em aparências(...)
incitado porém reafirmado-(...)-,
certamente já vivi uma vida de alegria contigo.

Passos largos
rápidos
olhar firme
se transforma em moldura
com detalhes minuciosos

Modelo singular
sem qualquer risco
Sem demonstrar nenhuma vontade de indultar-me
ou a si mesmo(...)
Vai embora sem nenhuma citação
Sem saber se possui o bem da terra
movimentos juntados em seu corpo
são filtrados em si mesmo
em linhas silenciosas...sem sentimentos
reais.

BELÍSSIMOS TEXTO, PARABÉNS

Gleidston dias disse...

Adorei o lirismo da sua poesia, um silencioso grito vindo de dentro,parabens.

Uma 5f abençoada pra voce.

bjcss

Ademerson Novais disse...

Que maravilha nos enebriar com palavras tão encantadoras e fortes, de cunho quase tangivel, que nos fazer perder-se em cada linha para se encontrar em nós mesmo na proxima...parabens pelas palavras...parabens pelos textos

Espero que um dia visite meu blog


Ademerson Novais